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	<title>Sem categoria | Tricontinental: Institute for Social Research</title>
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	<description>international, movement-driven institution focused on stimulating intellectual debate that serves people’s aspirations.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Jun 2026 16:30:42 +0000</lastBuildDate>
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		<title>200 anos de uma nação inacabada &#124; A arte como forma de denúncia e resistência</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/200-anos-de-uma-nacao-inacabada-a-arte-como-forma-de-denuncia-e-resistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Amilcar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 19:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques sobre arte]]></category>
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					<description><![CDATA[No mês em que celebramos os 200 anos da independência do Brasil lançam a exposição de arte &#8220;200 anos de uma nação inacabada &#8211; A arte como forma de denúncia e resistência&#8221;. Em parceria com as escolas nacionais Paulo Freire (ENPF) e Florestan Fernandes (ENFF), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a editora Expressão Popular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No ano em que celebramos os 200 anos da independência do Brasil, o Instituto Tricontinental, em parceria com as escolas nacionais Paulo Freire (ENPF) e Florestan Fernandes (ENFF), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a editora Expressão Popular, lançam a exposição <em>200 anos de uma nação inacabada | A arte como forma de denúncia e resistência.</em></p>
<p>Ao longo dos últimos meses, convidamos artistas populares de todo o Brasil para repensar o processo de independência brasileiro. Ao todo, 28 ilustrações se desafiaram a revisitar nossa história para refletir sobre o nosso passado, presente e futuro, expressando as dimensões do mundo do trabalho, da libertação nacional, da resistência popular e o avanço do capital sobre nossas vidas.</p>
<p style="text-align: left;">Vale a pena conferir com detalhe cada uma dessas belíssimas imagens. Aos participantes que nos ajudaram a construir essas ideias, nosso imenso agradecimento ao serem protagonistas de um processo artístico crítico, popular e revolucionário.</p>
<div class="single-post--content--media-block full-width single-post--content--gallery-container" style="text-align:center; margin:3em 0;">
<div class="container-fluid"><div class="envira-gallery-feed-output"><img decoding="async" class="envira-gallery-feed-image" tabindex="0" src="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2022/09/Cartaz-Tiago-Andrade-Campos-4-240x320_c.jpg" title="Tiago Andrade Campos" alt=""></div></div>
</div>
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		<item>
		<title>Convocatória urgente à arte solidária para a exposição #LetCubaLive</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/arte-solidaria-cuba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tech Tricontinental]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jul 2021 12:58:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[No mês em que celebramos os 200 anos da independência do Brasil lançam a exposição de arte &#8220;200 anos de uma nação inacabada &#8211; A arte como forma de denúncia e resistência&#8221;. Em parceria com as escolas nacionais Paulo Freire (ENPF) e Florestan Fernandes (ENFF), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a editora Expressão Popular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-45436 img-responsive" src="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT.jpg" alt="" width="1601" height="901" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT.jpg 1601w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT-300x169.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT-1024x576.jpg 1024w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT-768x432.jpg 768w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/07/26-Julio-Let-Cuba-Live_PT-1536x864.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1601px) 100vw, 1601px"></p>
<p>O I<a href="http://www.otricontinental.org">nstituto Tricontinenta de Pesquisa Social</a> está lançando uma exposição solidária “Let Cuba Live” [Deixe Cuba Viver] em 26 de julho – o aniversário do movimento revolucionário que trouxe Cuba à Revolução em 1959. Estamos convidando artistas e militantes internacionais para participar desta exposição <i>flash</i> #LetCubaLive.</p>
<p>Durante as seis décadas de existência da Revolução, Cuba foi estrangulada por um bloqueio imposto pelos EUA, que custou à ilha US $147,8 bilhões em prejuízos. As consequências materiais disto para o povo cubano só pioraram durante a pandemia, com grave escassez de medicamentos e alimentos, o colapso da indústria do turismo e o aumento da intervenção e desinformação dos EUA.</p>
<p>Nesta exposição, usamos a arte para defender a Revolução e para exigir o fim do bloqueio. #LetCubaLive!</p>
<p><b>Tema: </b>Deixe Cuba Viver! Levantem as sanções. Acabar com o bloqueio.</p>
<p><b>Formato:</b> 1080×1080 px, 300 dpi (jpg ou pdf)</p>
<p><b>Data limite:</b> 24 de julho</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><a style="text-decoration: none; width: 106px; border: 1px solid #ba2025; border-radius: 4px; cursor: pointer; margin-top: 10px; text-align: center !important; color: #ba2025; padding: 3px 5px; font-family: Rajdhani; font-size: 21px; font-weight: 600;" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe-EyXNcUY_gVZ4weZYVTGbX9dctLSgtHvB9ea0L_Qq5q8TIQ/viewform?usp=sf_link">Enviar formulário</a></p>
<p><strong>Se não tiverem acesso ao Google, por favor enviem e-mail para: art@thetricontinental.org</strong></p>
<p>Leia mais sobre o que está acontecendo em Cuba:</p>
<ul>
<li aria-level="1"><span style="text-decoration: underline;">https://progressive.org/latest/protests-cuba-stirred-by-united-states-flores-benjamin-210714/</span></li>
<li aria-level="1"><a href="https://peoplesdispatch.org/2021/07/13/the-united-states-tries-to-take-advantage-of-the-price-cubans-are-paying-for-the-blockade-and-the-pandemic/"><span style="text-decoration: underline;">https://peoplesdispatch.org/2021/07/13/the-united-states-tries-to-take-advantage-of-the-price-cubans-are-paying-for-the-blockade-and-the-pandemic/</span></a></li>
</ul>
<p> </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Esperançar, 100 anos de Paulo Freire &#124; Convocatória de Arte</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/esperancar-convocatoria-de-arte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ingrid]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 10:36:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogía]]></category>
		<category><![CDATA[education]]></category>
		<category><![CDATA[internationalism]]></category>
		<category><![CDATA[Esperançar]]></category>
		<category><![CDATA[Chamada para artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação popular]]></category>
		<category><![CDATA[internacionalista]]></category>
		<category><![CDATA[100 años]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Freire]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogy]]></category>
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					<description><![CDATA[Em setembro deste ano celebra-se o centenário de Paulo Freire, uma das maiores referências mundiais no debate sobre a educação. Nascido em Recife (PE) em 1921, Paulo Freire sempre enxergou o papel da comunidade e das organizações populares como fundamentais na formação de uma consciência crítica que superasse a dominação e a dependência dos oprimidos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-44137 img-responsive" src="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1.jpg" alt="" width="1601" height="401" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1.jpg 1601w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1-300x75.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1-1024x256.jpg 1024w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1-768x192.jpg 768w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/06/Header-Forms-1-1536x385.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1601px) 100vw, 1601px"></p>
<p>Em setembro deste ano celebra-se o centenário de Paulo Freire, uma das maiores referências mundiais no debate sobre a educação. Nascido em Recife (PE) em 1921, Paulo Freire sempre enxergou o papel da comunidade e das organizações populares como fundamentais na formação de uma consciência crítica que superasse a dominação e a dependência dos oprimidos.</p>
<p>Assim, como parte das diversas atividades em torno do centenário de Paulo Freire, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, em parceria com as Escolas Paulo Freire e Florestan Fernandes, a editora Expressão Popular e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lançam a Exposição de Cartazes “Esperançar, 100 anos de Paulo Freire”, uma chamada para artistas, designers gráficos e militantes utilizar sua criatividade para ilustrar os inúmeros elementos por trás do pensamento do educador pernambucano.</p>
<p>A ideia é aproveitarmos este momento não apenas para homenagear um dos mais importantes pensadores do mundo, mas para reivindicar e difundir sua memória, legado e a radicalidade de suas reflexões, vinculadas às lutas pela libertação e dignidade humana.</p>
<p>O legado de Freire extrapola as fronteiras brasileiras, tendo influenciado, sobretudo, diversos países da América Latina, como o Chile (onde escreveu seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, e desenvolveu programas de alfabetização de adultos), além de ter tido contatos com as lutas por libertação na África, tendo visitado Zâmbia, Tanzânia, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Cabo Verde. O educador chegou a desenvolver, inclusive, programas de alfabetização de adultos na Guiné-Bissau, na Tanzânia e em Angola.</p>
<p>Neste sentido, aproveitando o ensejo de um de seus principais pensamentos, sobre a necessidade de desenvolver a consciência crítica dos indivíduos para que ele possa aprender a ler o mundo, nada mais oportuno do que, por meio da arte, fortalecer a batalha intelectual e cultural em tempos tão obscuros.</p>
<p>A chamada para artistas “Esperançar, 100 anos de Paulo Freire”, vem na ideia trabalhada pelo autor sobre a necessidade de ter “esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”</p>
<p>Por isso, convidamos todos os artistas que trazem consigo a sensibilidade de olhar o mundo criticamente, mas com esperança, para que, juntos, possamos inspirar outros tantos seres humanos a embarcarem em um profundo processo transformador.</p>
<p>Para ajudar no processo criativo, sugerimos três possibilidades de eixos temáticos para serem trabalhados nos cartazes:</p>
<h4 style="margin:2em 0;"><span style="color: #ba2025;"><strong>1. Educação popular e consciência: a originalidade da pedagogia freireana </strong></span></h4>
<p style="padding-left: 40px;">Por que a pedagogia de Freire revolucionou a forma de se pensar e construir a educação? Por que suas ideias incomodam tanto os poderosos? A construção de uma educação com profundo vínculo com a classe trabalhadora e que almeja sua emancipação é um dos grandes legados que o pedagogo nos deixou. Refletir sobre a profundidade das suas ideias e, mais do que isso, colocá-las em prática, é uma das tarefas centrais de educadores(as) e lutadores(as) populares nos dias de hoje.</p>
<h4 style="margin:2em 0;"><span style="color: #ba2025;"><strong>2. Esperançar em 2021: a atualidade das ideias de Paulo Freire</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 40px;">Como o pensamento de Paulo Freire nos ajuda a refletir sobre os desafios do mundo hoje? Em um contexto de pandemia e de crise econômica e política em várias nações, a pedagogia freireana nos recorda que só a construção de um trabalho concreto com o povo e o despertar de sua consciência nos possibilitam um horizonte possível para os trabalhadores e trabalhadoras. É preciso passar à ação!</p>
<h4 style="margin:2em 0;"><span style="color: #ba2025;"><strong>3. Uma pedagogia que mudou o mundo: a prática internacionalista de Freire</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 40px;">De Angicos para a África, do Brasil para o mundo: a solidariedade internacional é um dos princípios que Freire carregou ao longo de toda sua vida. Sua pedagogia, fundamentada na valorização dos saberes de cada sujeito e no conhecimento da realidade de cada lugar, encontraram em muitos países um terreno fértil para germinar e se enraizar. Das lutas de libertação na África às universidades do mundo inteiro, as ideias de Freire foram e continuam atuais e necessárias nos quatro cantos do planeta.</p>
<p> </p>
<h3 style="margin:2em 0;"><span style="color: #ba2025;"><strong>Como participar?</strong></span></h3>
<p><strong>Tamanho:</strong> A3 (Vertical/Retrato); .jpg (300dpi)<br>
<strong>Data limite:</strong> 20/07<br>
<strong>Formulário de inscrição: </strong><span style="color: #ba2025;"> <a style="color: #ba2025;" href="https://forms.gle/eceRCxfBDcokkLWq6">https://forms.gle/pEtkvBokM97icGVr6</a></span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comuna de Paris 150: Chamada para artistas</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/comuna-de-paris-150-chamada-para-artistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ingrid]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 12:44:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[commune]]></category>
		<category><![CDATA[comuna]]></category>
		<category><![CDATA[Chamada]]></category>
		<category><![CDATA[artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<category><![CDATA[150]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 16 de maio de 1871, a Coluna Vendôme &#8211; o monumento ao imperialismo da era Napoleão &#8211; desabou. Em seu lugar, os comunardos rebatizaram a praça de Place Internationale. Por trás de seu colapso estava o pintor socialista francês Gustave Courbet, conhecido por criar obras que representavam o suor dos camponeses, diferentemente do luxo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38366 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/03/Header-Web_PT.jpg" alt="" width="900" height="208" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/03/Header-Web_PT.jpg 900w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/03/Header-Web_PT-300x69.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/03/Header-Web_PT-768x177.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px"></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 16 de maio de 1871, a Coluna Vendôme – o monumento ao imperialismo da era Napoleão – desabou. Em seu lugar, os comunardos rebatizaram a praça de </span><i><span style="font-weight: 400;">Place Internationale</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por trás de seu colapso estava o pintor socialista francês Gustave Courbet, conhecido por criar obras que representavam o suor dos camponeses, diferentemente do luxo da vida burguesa. Durante o “belo sonho” da Comuna, como Courbet a chamou, ele foi eleito presidente fundador da Federação dos Artistas e Ministro da Cultura do estado liderado pelos trabalhadores. Por este ato anti-imperialista, ele foi preso por seis meses e ficou endividado com multas até sua morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a vida da Comuna, a Federação elaborou e debateu propostas sobre educação e estética, métodos e organização, e a derrubada dos velhos monumentos para a construção de novos. Eles sabiam lá no fundo que a batalha proletária também envolvia a cultura, bem como seus fundamentos ideológicos e institucionais, e que os artistas deveriam ser reimaginados como militantes em processo revolucionário. Para eles, os símbolos do antigo sistema imperialista e capitalista devem ser substituídos por novos, uma “inauguração da riqueza comunal” para os trabalhadores do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje convidamos vocês – artistas e militantes – a participarem de nossa nova convocatória artística.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto Tricontinental de Pesquisa Social e 30 outras editoras internacionais estão lançando um livro intitulado “Paris Commune 150”. Convidamos artistas e designers para criar e enviar capas para esta edição especial. Os trabalhos inscritos farão parte de uma exposição virtual, enquanto o comitê selecionará a arte a ser utilizada na capa do livro, que será publicado em países ao redor do mundo e em vários idiomas.</span></p>
<p> </p>
<h3 style="margin:2em 0;"><span style="color: #ce0000;"><b>Como participar?</b></span></h3>
<p><b>Prazo de inscrição:</b><span style="font-weight: 400;"> até 9 de abril pelo e-mail art@thetricontinental.org – com nome completo, título da obra, país e organização (caso faça parte de alguma).</span></p>
<p><b>Tamanho e resolução:</b><span style="font-weight: 400;"> 14,5 x 22 cm em .jpg (300 dpi).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">* Observação: por se tratar da capa de uma publicação, deixe espaço para o título (que será publicado em vários idiomas) e não inclua texto adicional.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas ideias para inspirar suas imagens:</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">O legado ou espírito da Comuna de Paris / Internacionalismo / Poder dos trabalhadores / Socialismo / Emancipação humana / O povo unido / As demandas dos comunardos / Esperança através da resistência</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esperamos que você possa se juntar a nós nesta nova convocatória e reviver o espírito artístico e revolucionário da Comuna de Paris. Afinal, como Bertolt Brecht escreveu na música “Resolution of the Communards”, “nosso futuro deve ser construído por nossos ditames”, com a arte popular como novos monumentos para inaugurar esse futuro.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Nosso inimigo é o imperialismo, não a arte abstrata”: Resenha da exibição coletiva</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/resenha-da-exposicao-de-cartazes-anti-imperialistas-iii-imperialismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ingrid]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2020 18:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Anti-imperialistas]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>
		<category><![CDATA[bomba]]></category>
		<category><![CDATA[imperialismo]]></category>
		<category><![CDATA[cartazes]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[“Nosso inimigo é o imperialismo, não a arte abstrata”, disse o líder cubano Fidel Castro. Imperialismo é a terceira parte da Exposição de Cartazes Anti-imperialistas, lançada no contexto da semana de mobilizações que ocorreu entre 5 e 10 de outubro de 2020. Ela reúne trabalhos de 63 artistas e militantes de 26 países que nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29795 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920.jpg 1920w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920-300x169.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920-1024x576.jpg 1024w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920-768x432.jpg 768w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/Review-Feature_1080x1920-1536x864.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px"></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Nosso inimigo é o imperialismo, não a arte abstrata”, disse o líder cubano Fidel Castro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialismo</span></i> <span style="font-weight: 400;">é a terceira parte da Exposição de Cartazes Anti-imperialistas, lançada no contexto da semana de mobilizações que ocorreu entre 5 e 10 de outubro de 2020. Ela reúne trabalhos de 63 artistas e militantes de 26 países que nos deram um retrato internacional da luta anti-imperialista: a luta contra o neofascismo e agressões militares e por soberania e por proteção aos povos da terra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao nos reunirmos, vindos de todo o mundo, para enfrentar todas as manifestações do imperialismo, deixemo-nos inspirar por esses cartazes ousados que retratam o rosto do nosso inimigo e a vontade do povo de resistir. Estes cartazes devem ser compartilhados nas redes sociais, impressos e colados nas ruas e usados em reuniões e discussões; são ferramentas e trincheiras para construir nossa luta contra o imperialismo. Você pode baixá-los </span><a href="https://antiimperialistweek.org/img/posters-imperialism_en.pdf"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;">Terras e mapas</span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29738 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/55_Wacha_Imperialismo-not-found_Argentina.jpg" alt="" width="950" height="1343" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/55_Wacha_Imperialismo-not-found_Argentina.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/55_Wacha_Imperialismo-not-found_Argentina-212x300.jpg 212w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/55_Wacha_Imperialismo-not-found_Argentina-724x1024.jpg 724w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/55_Wacha_Imperialismo-not-found_Argentina-768x1086.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Wacha, </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism not found </span></i><span style="font-weight: 400;">[Imperialismo não encontrado], Argentina&gt;</span></span></p>
<p>O imperialismo busca controlar o planeta e todos seus recursos – e, cada vez mais, o espaço sideral também. Ele procura consolidar esse controle em cada vez menos mãos; divide o globo, estrangula o destino de nações inteiras e leiloa a terra e os recursos sob sua superfície. Os mapas têm sido frequentemente utilizados a serviço das ambições dos impérios – territórios demarcados, pessoas divididas, continentes inteiros distorcidos para sustentar uma visão imperialista: nações ricas acima, o chamado Norte Global; abaixo, as nações exploradas, o Sul Global. Não é por acaso que nesta exposição encontramos o mapa como um território de contestação visual.</p>
<p>No cartaz de Suhail Al-Ali (Palestina/Líbano), o Terceiro Mundo é literalmente subterrâneo. No de Daniel David Duque Gil (Venezuela), O que você está esperando?, o imperialismo é um ser monstruoso de muitos braços, estendendo seus tentáculos por toda a terra, mar e espaço. Muitos trabalhos retratam a escravidão estrutural por meio da qual o trabalho de muitos produz riqueza para poucos. Em The Shredder [O triturador], de Martin Pastor (Equador), um continente inteiro é passado por uma trituradora de papel para produzir dólares; em Sharing economy? [Economia compartilhada?], de Choo Chon Kai (Malásia), o globo é um pedaço de bolo cortado para o consumo dos ricos. As expressões recorrentes de agonia dos oprimidos é o que dá a esses cartazes sua carga emocional.</p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;">A batalha pela cultura</span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29688 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/12_Choo-Chon-Kai_Sharing-Economy__Malaysia.jpg" alt="" width="950" height="1343" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/12_Choo-Chon-Kai_Sharing-Economy__Malaysia.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/12_Choo-Chon-Kai_Sharing-Economy__Malaysia-212x300.jpg 212w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/12_Choo-Chon-Kai_Sharing-Economy__Malaysia-724x1024.jpg 724w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/12_Choo-Chon-Kai_Sharing-Economy__Malaysia-768x1086.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Choo Chon Kai,</span> <i><span style="font-weight: 400;">Sharing Economy </span></i><span style="font-weight: 400;">[Economia compartilhada?], Malásia&gt;</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O imperialismo exerce sua influência sobre as economias dos Estados usurpados; a terra se abre para os mercados imperialistas que buscam criar um escoamento econômico para seus produtos e, ao mesmo tempo, garantir o fornecimento de matérias-primas. Essas práticas são um golpe contra todos os valores morais e o direito dos oprimidos à autodeterminação. Essas ações representam um dos mais altos graus de influência imperialista; eles impõem dependência econômica para os Estados enfraquecidos. Essencial para esse processo é a instrumentalização da cultura para controlar as massas – para fabricar consentimento – tanto por meio da força bruta quanto do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft power</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio da mídia, filmes, moda ou fundações culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os regimes imperialistas despojam gerações de pessoas de sua identidade, interferindo nos pensamentos, crenças e tradições que contradizem os interesses imperialistas. Eles plantam novos conceitos nas mentes dos povos oprimidos para tentar controlar sua autonomia. Rompem o tecido social e cultural do Terceiro Mundo, que então é submetido à tutela e ao patrocínio dos regimes imperialistas. Vemos isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Police [Polícia]</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Un Mundo Feliz (Espanha), em que um amálgama de logotipos corporativos se torna uma forma de controle social. Os tropos imperialistas e racistas implicam que as pessoas do Terceiro Mundo ainda estão na infância e não chegaram à idade adulta. Nessa linha de pensamento, não temos o direito à autodeterminação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas essas tentativas de destruir as identidades e culturas das pessoas visam abrir mercados para o capital internacional, disseminar a cultura do consumo e fornecer uma força de trabalho e matérias-primas baratas. Vemos isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Different Ships, Same Destruction </span></i><span style="font-weight: 400;">[Diferentes navios, a mesma destruição], de Whitney Richards-Calathes (Jamaica), onde o trabalho do imperialismo é realizado pelas armas – ou “navios” – da dominação militar e cultural. Diante da tirania, no entanto, sempre há resistência popular, como expressa </span><i><span style="font-weight: 400;">Kawsachun Pachamama,</span></i> <span style="font-weight: 400;">de Kimberly Villafuerte Barzola (EUA), em que os braços de uma mulher afugentam as aves predadoras do imperialismo e abrem caminho para um novo amanhecer.</span></p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;">Águias e pombas</span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29718 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/27_Meshaal-Meshaal_Imperialism-is-the-enemy-of-the-people_Palestine.jpg" alt="" width="950" height="1385" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/27_Meshaal-Meshaal_Imperialism-is-the-enemy-of-the-people_Palestine.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/27_Meshaal-Meshaal_Imperialism-is-the-enemy-of-the-people_Palestine-206x300.jpg 206w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/27_Meshaal-Meshaal_Imperialism-is-the-enemy-of-the-people_Palestine-702x1024.jpg 702w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/27_Meshaal-Meshaal_Imperialism-is-the-enemy-of-the-people_Palestine-768x1120.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Meshaal Meshaal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism Is the Enemy of the People </span></i><span style="font-weight: 400;">[Imperialismo, o inimigo do povo], Palestina&gt;</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as dezenas de cartazes exibidos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialismo</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos uma batalha por símbolos travada por meio de imagens de pombas e águias, estas últimas simbolizando o imperialismo. Mas não é qualquer águia – é a águia-de-cabeça-branca, a águia careca, como se vê na obra de Francisco Daniel A. Moreira (Brasil), </span><i><span style="font-weight: 400;">Wake Up Latin America, It’s Time to Get Up</span></i> <span style="font-weight: 400;">[Desperte, América Latina, é hora de levantar]. Junto com a bandeira dos EUA, a águia representa a força do imperialismo e como ele é construído por meio da destruição ambiental, capital multinacional e um complexo industrial militar que é alimentado por morte, guerra e destruição. A águia, símbolo do imperialismo, está representada nos cartazes de Pedro Rangel (Brasil), Alex Aldrich Barrett (EUA), Omar Fernández Soto (México) e Jorge Luis Rodriguez Aguilar (Cuba).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do outro lado dessa luta épica está a pomba – um símbolo de paz muitas vezes cooptado por aquele mesmo inimigo que traz a guerra, vendendo uma paz que não é a que os povos oprimidos do mundo precisam. A “paz” oferecida em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pax Americana,</span></i> <span style="font-weight: 400;">de Alex Aldrich Barrett (EUA), em que militares, inteligência e capital financeiro estadunidenses se disfarçam de pomba branca, contrasta com a paz que emerge das lutas populares representada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism is the enemy of the people </span></i><span style="font-weight: 400;">[Imperialismo é o inimigo do povo]</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i> <span style="font-weight: 400;">de Meshaal Meshaal (Palestina).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntos, os trabalhos nos mostram que o imperialismo tem muitas faces e muitos papéis em diferentes partes do mundo. Em nossa dedicada luta contra o imperialismo, devemos encontrar muitas respostas, com as mais variadas ferramentas, cuja arte se torna essencial. Esta exposição oferece um vislumbre dessa resposta coletiva, multifacetada e criativa. Por meio dessas imagens levantamos juntos nossas vozes.</span></p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;">A ascensão da direita</span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29728 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/28_Evan-Branan_The-Beast-Speaks_USA.jpg" alt="" width="950" height="1343" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/28_Evan-Branan_The-Beast-Speaks_USA.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/28_Evan-Branan_The-Beast-Speaks_USA-212x300.jpg 212w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/28_Evan-Branan_The-Beast-Speaks_USA-724x1024.jpg 724w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/28_Evan-Branan_The-Beast-Speaks_USA-768x1086.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Evan Branan, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beast Speaks </span></i><span style="font-weight: 400;">[A besta fala], EUA&gt;</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resposta às críticas ao golpe apoiado pelos EUA contra Evo Morales na Bolívia, o magnata industrial da Tesla, Elon Musk, declarou: “Vamos dar golpes em quem quisermos! Lidem com isso”. Esse é o teor da ofensiva internacional da direita hoje, que mostra desprezo pela democracia e nos ameaça usando violência em nossas caras, conforme retratado por Evan Branan (EUA) </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beast Speaks</span></i> <span style="font-weight: 400;">[A besta fala].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Liderada pelos EUA, uma direita internacional surgiu e atingiu um novo estágio de consolidação de sua ofensiva imperialista. Embora remeta à tragédia que o fascismo desencadeou na Europa durante os anos 1930, nas palavras de Karl Marx, este momento histórico se repete, “a primeira vez como tragédia, a segunda vez como farsa”. Como visto em  </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism is the Highest Level in the Game of Brutality</span></i> <span style="font-weight: 400;">[Imperialismo é o nível mais alto no jogo da brutalidade], de Adeeb Hamdan (Palestina), e </span><i><span style="font-weight: 400;">Oil is the Imperialist Winning Card</span></i> <span style="font-weight: 400;">[Petróleo é a carta na manga imperialista], de Monah Abdsalam Alsaadi (Palestina), onde grandes empresas de energia, monopólios de tecnologia e gigantes do varejo têm fantoches horríveis, mantendo seus roubos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja a caricatura definitiva dos interesses fanáticos das grandes empresas, Donald Trump não está sozinho. No baralho de cartas mortal da direita internacional, Trump tem seus homólogos como o brasileiro Jair Bolsonaro e o filipino Rodrigo Duterte, como Anke Gladnick mostra em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fascism in the US props up Fascism in the Philippines</span></i> <span style="font-weight: 400;">[O fascismo nos EUA apoia o fascismo nas Filipinas]. Para esses homens fortemente armados, a violência é frequentemente usada como um antídoto para problemas sociais quando a guerra cultural não é suficiente para fabricar o consentimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova direita atraiu o descontentamento popular e de forma oportunista criticou a crise econômica. Mas, em vez de localizar a fonte da injustiça e da desigualdade na contínua dominação do capital financeiro sobre as massas trabalhadoras, essa direita conjura falsos inimigos. Culpam os migrantes, refugiados, os pobres da cidade e do campo, mulheres, pessoas LGBTI+ e minorias religiosas. A menos que nos organizemos para combater o ódio que espalham em palavras e ações, eles manterão a prosperidade econômica de uns poucos à custa de todas as formas de humilhação e repressão.</span></p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;">Bombas</span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29708 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/24_Rebel-Politik_Unity-of-the-oppressed-against-Imperialism_India.jpg" alt="" width="950" height="1343" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/24_Rebel-Politik_Unity-of-the-oppressed-against-Imperialism_India.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/24_Rebel-Politik_Unity-of-the-oppressed-against-Imperialism_India-212x300.jpg 212w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/24_Rebel-Politik_Unity-of-the-oppressed-against-Imperialism_India-724x1024.jpg 724w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/24_Rebel-Politik_Unity-of-the-oppressed-against-Imperialism_India-768x1086.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Rebel Politik, </span><i><span style="font-weight: 400;">Unity of the Oppressed Against Imperialism </span></i><span style="font-weight: 400;">[Unidade dos oprimidos contra o imperialismo], Índia&gt;</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante décadas, as forças do imperialismo usaram bombas para destruir as vidas e meios de subsistência dos povos que seguiam seu próprio caminho. O imperialismo estadunidense deixou uma marca indelével nos países que bombardeou, das bombas atômicas detonadas no Japão às toneladas de napalm lançadas no Vietnã, passando pelos atuais ataques de drones no Oriente Médio. Não é de se admirar que vários artistas que enviaram obras para a III Exposição de Cartazes Anti-Imperialistas tenham usado imagens de bombas para retratar o terror e a devastação causados pelo imperialismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">Manifest Destiny </span></i><span style="font-weight: 400;">[Destino Manifesto], de Pedro Rangel (Brasil), o imperialismo estadunidense é retratado por meio da imagem da águia-careca, sobreposta a uma bomba caindo. Isso é enfatizado pela imagem de um raio ao fundo, simbolizando a destruição instantânea causada por essas bombas. A imagem de um pássaro e uma bomba também é usada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism is the Enemy of the People </span></i><span style="font-weight: 400;">[O imperialismo é o inimigo do povo], de Meshaal Meshaal (Palestina), mas com um significado diferente. Nesse cartaz, um lutador militante cavalga nas costas de uma pomba, que o tira do alcance da bomba enquanto voam para a vitória. O cartaz invoca a esperança de que, mesmo em face da devastação e destruição, o povo resistirá e se levantará contra o imperialismo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Unity of the Oppressed Against Imperialism</span></i> <span style="font-weight: 400;">[Unidade dos oprimidos contra o imperialismo], de Rebel Politik (Índia), bombas e soldados, aviões de guerra e a USAID, são retratados nas treze listras da bandeira dos EUA, representando as armas e ferramentas do imperialismo. No entanto, estes são ofuscados pela resistência feroz de mulheres que representam países que enfrentaram o peso das forças imperialistas ao longo da história.</span></p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #25174d;"><b>O artesanal</b></span></h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29698 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/20_Judy-Seidman_Imperialism-stops-here_South-Africa.jpg" alt="" width="950" height="1343" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/20_Judy-Seidman_Imperialism-stops-here_South-Africa.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/20_Judy-Seidman_Imperialism-stops-here_South-Africa-212x300.jpg 212w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/20_Judy-Seidman_Imperialism-stops-here_South-Africa-724x1024.jpg 724w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/10/20_Judy-Seidman_Imperialism-stops-here_South-Africa-768x1086.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></p>
<p style="text-align: center;"><span class="caption" style="color: #643ecd;"><span style="font-weight: 400;">&lt;Judy Seidman, </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism Stops Here </span></i><span style="font-weight: 400;">[Imperialismo acaba aqui], África do Sul&gt;</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual ferramenta é mais direta que as mãos? Elas conectam nossa luta e nossos sentimentos com contornos, sombras e formas. Esta terceira série da Exposição de Cartazes Anti-imperialistas está repleta de linhas corajosas que descrevem como os artistas e militantes vivenciam o imperialismo em suas diversas terras. Uma multidão de mãos deixa impressões de seu povo com o uso de lápis, tintas acrílicas e aquarelas, mas com um objetivo muito diferente que o da “pintura de alto nível”. Essa convocatória não foi pensada para que tintas a óleo fossem vendidas penduradas nas casas da burguesia, como objetos únicos ou bens comercializados. As obras desta exposição se destinam a ser compartilhadas com as pessoas, a preencher as ruas e as redes com a arte que sai do coração e da alma da classe trabalhadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No pôster de Ian Gamble (EUA), vemos o imperialismo convertido em um monstro com mil mãos que usa o dinheiro para corromper, a cruz para pacificar e o rifle para destruir. Também vemos essa conexão entre a mão e o coração mediada pela arte digital, que transforma a pincelada em linguagem de computador de uns e zeros. O cartaz de Francisco Daniel A. Moreira (Brasil) também ilustra a força de nossos ancestrais com a imagem de um indígena mirando com arco e flecha a águia do império. Da mesma forma, em </span><i><span style="font-weight: 400;">La vida contra el imperialismo,</span></i> <span style="font-weight: 400;">de Fabiola Sánchez Quiroz (México), a mão estendida do camponês defende a vida das bombas de terror mascaradas como “liberdade”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos como a mão do artista pode se multiplicar em mil por meio das imagens da criação. Algumas mãos apontam para o império, outras erguem a bandeira vermelha e outras se fecham em punhos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Imperialism Stops Here </span></i><span style="font-weight: 400;">[Imperialismo acaba aqui], de Judy Seidman (África do Sul), nos fala da beleza de sentir-se forte na luta coletiva. A ilustradora mistura ferramentas e técnicas, criando um rio de linhas com rostos cheios de dignidade e raiva que apelam a seus irmãos e irmãs a agirem em resposta ao saque e à exploração imperialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas em todas essas mãos cheias de ideias, também há contornos de ternura e esperança, capazes de tocar o coração e a mente das pessoas – em feixes de roxos e vermelhos – com o horizonte de um futuro socialista. Nossas mãos e nossas mentes não serão territórios de conquista.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Prefiro uma arte antiga que participe ativamente</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">na criação de um novo ser humano,</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">do que uma nova arte que não mude</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">a situação do velho ser humano. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">–</span><i><span style="font-weight: 400;">Ricardo Carpani</span></i></p>
<p> </p></blockquote>
<hr>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse texto foi escrito coletivamente pela equipe curadora da Exposição de Cartazes Anti-imperialistas:</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luciana Balbuena, Tricontinental: Institute for Social Research (Argentina)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gabriela Barraza, Escuela José Carlos Mariátegui (Argentina)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ibnou Ali Abdelouahad, Democratic Way (Morrocos)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tings Chak, Tricontinental: Institute for Social Research (China)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Chung, The People’s Forum (EUA)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sudhanva Deshpande, LeftWord Books (Índia)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ingrid Neves, Tricontinental: Institute for Social Research (Brasil)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mikaela Nhondo Erskog, Socialist Revolutionary Workers Party (África do Sul)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nora García Nieves, Partido Comunista de España (Espanha)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zoe PC, International People’s Assembly and People’s Dispatch (EUA)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambedkar Pindiga, Tricontinental: Institute for Social Research (Índia)</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Assim é aparência do anti-imperialismo: convocatoria para cartazes</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/assim-e-aparencia-do-anti-imperialismo-convocatoria-para-cartazes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tech Tricontinental]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 05:32:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[anti-imperialist week]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Arte e anti-imperialismo Na pequena comuna francesa de Vallauris fica uma capela do século 14. Em suas paredes, o artista espanhol socialista Pablo Picasso criou um de seus maiores murais: o díptico Guerra e Paz. Depois de 278 esboços, o mural finalizado de Picasso retrata um demônio da guerra, portador de doenças, lutando contra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19108" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/Picasso_War-and-Peace_1952-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19108" class="size-full wp-image-19108 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/Picasso_War-and-Peace_1952-1.jpg" alt="Pablo Picasso, War and Peace, 1952" width="950" height="898" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/Picasso_War-and-Peace_1952-1.jpg 950w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/Picasso_War-and-Peace_1952-1-300x284.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/Picasso_War-and-Peace_1952-1-768x726.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px"></a><p id="caption-attachment-19108" class="wp-caption-text" style="text-align:center;"><small><span style="color: #ba2025;">Pablo Picasso, <i><strong>Guerra</strong> </i>(acima) e<i><strong> Paz</strong> </i>(abaixo), 1952&gt;</span></small></p></div>
<h2 style="margin:3em 0;"></h2>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #ba2025;"><b>Arte e anti-imperialismo</b></span></h2>
<p>Na pequena comuna francesa de Vallauris fica uma capela do século 14. Em suas paredes, o artista espanhol socialista Pablo Picasso criou um de seus maiores murais: o díptico <i>Guerra </i>e<i> Paz</i>. Depois de 278 esboços, o mural finalizado de Picasso retrata um demônio da guerra, portador de doenças, lutando contra uma figura heroica que empunha uma lança e está protegida por uma pomba. É um retrato do imperialismo. No pano de fundo dessa pintura estavam as agressões militares dos EUA na Guerra da Coréia, que haviam começado dois anos antes e matariam três milhões de vidas em 1953.</p>
<p>“Pinturas não são feitas para decorar casas”, escreveu Picasso uma década antes. “É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo”, disse. <i>Guerra </i>se insere na tradição de Picasso de retratar os horrores da guerra, como a obra mais famosa Guernica (1937), sobre o bombardeio fascista da cidade basca. <i>Guerra</i>, entretanto, é o complemento de uma segunda pintura, <i>Paz</i>. É o retrato da resistência anti-imperialista, uma defesa do socialismo e um vislumbre de um mundo possível para os sobreviventes. Picasso não estava apenas condenando a guerra, mas proclamando uma visão de paz para os seres humanos e o planeta.</p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #ba2025;"><b>Semana Internacional da Luta Anti-Imperialista</b></span></h2>
<p>Como parte da Semana Internacional da Luta Anti-Imperialista, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social está lançando a primeira <a href="https://jornadaantiimperialista.org/pt/cartazes/"><i>Exposição de Cartazes Anti-Imperialistas</i></a>.</p>
<p>Esta série de quatro exposições online nos próximos meses servirá como instrumentos culturais para animar e aprofundar o processo político da Semana Internacional de Luta Anti-Imperialista, uma plataforma política que emergiu de movimentos populares, organizações políticas e redes de todo o mundo.</p>
<p>O Instituto Tricontinental de Pesquisa Social se uniu a esse processo por entender que a batalha intelectual e cultural de ideias deve estar firmemente fundamentada em movimentos mobilizados em seus trabalhos de base. Uma declaração conjunta das mais de 100 organizações membros pode ser encontrada<a href="https://antiimperialistweek.org/en/declaration/"> aqui</a>; é uma declaração em defesa da vida, da paz e do planeta nesta luta.</p>
<p>Estamos em uma encruzilhada. O imperialismo está colocando em risco o futuro da vida no planeta. Os direitos básicos de moradia, saúde e educação estão cada vez mais fora de alcance. Os países do Sul Global estão sendo rapidamente despojados de sua soberania, com guerras e agressões militares à espreita, ameaçando a sobrevivência do planeta e do povo.</p>
<p>E tudo isso antes da pandemia de Covid-19 começar a abalar o mundo, revelando as contradições do capitalismo que, sob a ordem imperialista e neoliberal, provaram não ter respostas às necessidades do povo.</p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #ba2025;"><b>A arte a serviço do povo</b></span></h2>
<p>No início dos anos 1980, Thami Mnyele, um dos grandes artistas-militantes da África do Sul e co-fundador do grupo de trabalhadores culturais exilados Medu Arts Ensemble, escreveu que “a luta do artista deve estar enraizada naquela da maioria do nosso povo”. Ele nos lembra que a arte política deve fundamentar-se nos movimentos e lutas populares. “Qualquer engajamento real pela mudança deve, necessariamente, buscar inspiração e aliança com o movimento popular”. Para Mnyele, isso seria “rio” que alimenta e nutre uma obra de arte.</p>
<p>Sabemos que nossa força coletiva está na mobilização; e estas precisam encontrar suas vozes visuais. Esse processo precisa desenvolver sua expressão visual coletiva. Portanto, como parte do processo político da semana anti-imperialista ao longo de  2020, pedimos ajuda aos artistas gráficos e militantes de todo o mundo para transformar nossa indignação coletiva em imagens inspiradoras para expor a violência do imperialismo por meio de cartazes e, o mais importante, nos ajudar a imaginar um futuro diferente. “Com nossos pincéis e tintas”, insistiu Mnyele, “precisaremos visualizar a beleza do país em que gostaríamos que nosso povo vivesse”.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<h2 style="margin:3em 0;"><span style="color: #ba2025;"><b>Convocatória</b></span></h2>
<div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-19132-2" width="640" height="360" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://d33wubrfki0l68.cloudfront.net/9dc9e73e536d8622887ec23527f14b0f60450970/01501/img/convocatoria_1_pt_video.mp4?_=2"></source><a href="https://d33wubrfki0l68.cloudfront.net/9dc9e73e536d8622887ec23527f14b0f60450970/01501/img/convocatoria_1_pt_video.mp4">https://d33wubrfki0l68.cloudfront.net/9dc9e73e536d8622887ec23527f14b0f60450970/01501/img/convocatoria_1_pt_video.mp4</a></video></div>
<p> </p>
<p>A <i>Exposição de Cartazes Anti-Imperialistas</i> é uma série de exposições online mensais que serão baseadas em quatro conceitos fundamentais: Capitalismo, Neoliberalismo, Guerra Híbrida e Imperialismo. (Detalhes completos da<a href="http://www.antiimperialistweek.org/en/posters"> aqui</a>).</p>
<p>Nossa primeira chamada para artistas está centrada no tema Capitalismo, a ser seguida por uma convocatória de arte para os outros três conceitos-chave. O texto abaixo serve como um guia sobre como entendemos o capitalismo, e convidamos você a interpretá-lo visualmente.</p>
<p><b><i>Capitalismo: </i></b><i>A maioria dos meios de produção pertencem às grandes corporações, que contratam as pessoas para trabalharem para elas. Os trabalhadores são forçados a venderem sua força de trabalho e são explorados na produção das mercadorias; ao serem vendidas obtém-se lucro, aumentando a riqueza de poucos.</i><i> </i></p>
<ul>
<li><b>Informações:</b> título do trabalho, nome completo, país, organização (opcional), perfis em redes sociais (opcional).</li>
<li><b>Cor</b>: Qualquer – ênfase no verde recomendada para a unidade visual entre os pôsteres.</li>
<li><b>Identidade Visual</b>: Incorporar o logotipo da Semana Internacional da Luta Anti-Imperialista e Instituto Tricontinental de Pesquisa Social em obras de arte (<a href="https://drive.google.com/drive/folders/1ZoSzxz1TDYebQQTlQz2uz0dO9ipUC1_h?usp=sharing">link</a>)</li>
<li><b>Idioma:</b> inglês, espanhol, português, árabe, francês (utilize pouco texto para facilitar a acessibilidade)</li>
<li><b>Formato de envio: </b>A3 em .jpg ou .pdf (300 dpi) – sem bordas, planos de fundo ou marcas d’água.</li>
<li><b>Prazo:</b> segunda-feira, 25 de maio de 2020</li>
<li><b>E-mail</b>: posters@antiimperialistweek.org</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Com curadoria conjunta do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social e da Semana Internacional de Luta Anti-Imperialista, a exposição será hospedada no site da Semana e distribuída como um catálogo digital, com todos os créditos concedidos aos artistas participantes. Os cartazes serão disponibilizados para as centenas de movimentos que participam desse processo anti-imperialista. Pedimos aos artistas que incorporem criativamente os logotipos da Semana e da Tricontinental, para que também sejam nossas ferramentas visuais na construção do próprio processo.</p>
<p>Afinal, a arte, como a terra, pertence aos que nela trabalham – pertence à classe trabalhadora e aos povos oprimidos do mundo. Convidamos você, como artistas, a cultivar uma prática e<a href="https://www.thetricontinental.org/the-art-of-the-revolution-will-be-internationalist/"> espírito de internacionalismo</a>, criando arte solidária a serviço dos movimentos e lutas populares.</p>
<p> </p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-19134 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/20200503_capitalism_webfeature-PT.jpg" alt="" width="1200" height="631" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/20200503_capitalism_webfeature-PT.jpg 1200w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/20200503_capitalism_webfeature-PT-300x158.jpg 300w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/20200503_capitalism_webfeature-PT-1024x538.jpg 1024w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2020/05/20200503_capitalism_webfeature-PT-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>10 empresas canadenses de mineração: detalhes financeiros e violações</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/8129/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[celina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 00:09:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Canada]]></category>
		<category><![CDATA[Mining]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas. Por que 60% das empresas de mineração possuem suas sedes no Canadá? Nesse apontamento, damos detalhes financeiros de dez empresas mineradoras canadenses. Dados que se transformam em crimes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-16280 size-full img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2019/04/minera%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" width="700" height="525" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2019/04/mineração.jpg 700w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2019/04/mineração-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px"></p>
<p>Matérias primas minerais são necessárias em nossas vidas, mas quando essa vida se vê ameaçada por essas necessidades estruturais, é hora de começar a fazer perguntas. Por que 60% das empresas de mineração possuem suas sedes no Canadá? Nesse apontamento, damos detalhes financeiros de dez empresas mineradoras canadenses. Dados que se transformam em crimes corporativos quando lidos juntos com as mais horrendas violações cometidas – globalmente – por essas corporações. A acumulação de riquezas baseia-se em uma perversa indiferença à vida humana.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta semanal 33 (2018): Amanhã será tarde demais para fazer o que deveríamos ter feito há muito tempo</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/carta-semanal-33-2018-amanha-sera-tarde-demais-para-fazer-o-que-deveriamos-ter-feito-ha-muito-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[celina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Oct 2018 01:05:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Queridos amigos e amigas, &#160; Saudações do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social &#160; Em 1992, Fidel Castro foi de Cuba ao Rio de Janeiro (Brasil) para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento anunciar: &#8220;Amanhã será tarde demais para fazer o que deveríamos ter feito há muito tempo&#8221;. Ele quis dizer tomar precauções [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2864 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/Screen-Shot-2018-10-12-at-12.42.18-PM-e1539362640269.png" alt="" width="648" height="700"></p>
<p>Queridos amigos e amigas,</p>
<p> </p>
<p>Saudações do <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=7f710162ae&amp;e=4062a9eacd">Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</a></p>
<p> </p>
<p>Em 1992, Fidel Castro foi de Cuba ao Rio de Janeiro (Brasil) para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento anunciar: “Amanhã será tarde demais para fazer o que deveríamos ter feito há muito tempo”. Ele quis dizer tomar precauções contra as emissões de carbono emitidas pelo capitalismo e avançar para um sistema ecológico socialista. O comitê dos governantes do mundo – Grupo dos 7 como eles gostam de se denominar – foi para casa e desconsiderou os protocolos do Rio. Cuba tinha outras ideias.</p>
<p> </p>
<p>Quatro anos antes da conferência do Rio, a Organização Meteorológica Mundial da ONU e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estabeleceram o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Havia preocupação de que a destruição ambiental não fosse apenas prejudicial ao planeta e a seu povo, mas que apressou o fim da possibilidade de vida na Terra. O IPCC tinha um objetivo imediato – estudar o risco da mudança climática induzida pelo homem, avaliar seus possíveis impactos e oferecer possíveis opções de prevenção. O IPCC, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por alertar sobre as implicações catastróficas do capitalismo induzido pelo carbono, produziu cinco importantes relatórios de avaliação e vários relatórios especiais.</p>
<p> </p>
<p>Na semana passada, o IPCC divulgou um <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=f78baec361&amp;e=4062a9eacd">relatório</a> especial, o aquecimento global de 1,5 °C. Este relatório diz que “exigiria mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”. Se o caminho atual do abuso de carbono permanecer inalterado, o aquecimento não será contido abaixo de 1,5 °C. À medida que o aquecimento global aumenta além de 1,5 °C, os recifes de corais desaparecerão e o nível do mar aumentará. Regiões áridas como o Sahel da África vão secar completamente. A seca e a fome se tornarão mais comuns e ecossistemas inteiros morrerão. “Mudanças rápidas, de longo alcance e sem precedentes” – parece que o IPCC, de maneira cuidadosa, está dizendo ao mundo que o sistema capitalista simplesmente não será capaz de lidar com a calamidade do aquecimento global.</p>
<p> </p>
<p>Em um importante <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=ae3a0c0ea0&amp;e=4062a9eacd">artigo</a> da Revista de Estudos Agrários (2015), Tejal Kanitkar, do Instituto Tata de Ciências Sociais, escreve que o orçamento total de carbono disponível ao planeta para limitar o aquecimento global a 1,5 °C é de 744 GtC (gigatoneladas de carbono). O orçamento de carbono é a estimativa da quantidade de dióxido de carbono que pode ser emitida para manter a elevação da temperatura global abaixo de um valor acima dos níveis pré-industriais (a quantidade definida oscila entre 1,5 °C e 2 °C). O que restou desse orçamento – em 2015 – foi de 77 GtC. A maior porção do uso desse carbono foi tomada pelos países industriais avançados, com o mundo em desenvolvimento usando apenas uma fração do orçamento de carbono. Não há discussão séria agora sobre como – com a necessidade de restrições severas ao uso de carbono – os estados industriais avançados manterão seu imenso esgotamento no espaço de carbono ao mesmo tempo em que o Sul Global será capaz de atender às expectativas de suas populações. A repartição injusta do uso parece ser o caminho a ser seguido, a menos que os países do Sul Global pressionem os estados industriais avançados e impedir que estabeleçam uma agenda injusta.</p>
<p> </p>
<p>A seriedade no comitê dos governantes do mundo pode ser avaliada pelo comentário de Trump sobre este relatório do IPCC – “Eu quero ver quem o desenhou”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2857 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/2.jpg" alt="" width="700" height="464" srcset="https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/2.jpg 700w, https://dev.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/2-300x199.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px"></p>
<p>Panmao Zhai, Secretário Geral da Sociedade Meteorológica Chinesa e co-presidente do Grupo de Trabalho 1 do IPCC, disse que “já estamos vendo as consequências de 1 °C do aquecimento global através de condições climáticas mais extremas, aumento do nível do mar e diminuição Gelo do mar Ártico”. Um desses impactos é a ferocidade dos furacões (como <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=526ce45eae&amp;e=4062a9eacd">mostra</a> o relatório do IPCC de 2007).</p>
<p> </p>
<p>No ano passado, dois grandes furacões atingiram o Caribe – o furacão Irma e o furacão Maria. Eles devastaram as nações insulares de Dominica a Cuba. Mas o alívio, a reabilitação e a recuperação nessas ilhas não eram idênticos. Em Porto Rico – como mostra a jornalista canadense Naomi Klein em um novo livro – o governo dos Estados Unidos não se preparou para os furacões nem ajudou as pessoas depois disso. Houve mais interesse na privatização da rede elétrica do que em repará-la nos meses seguintes. Klein chama isso de “capitalismo de desastre”, como a criação de lucros configura desastres e depois usa desastres para ganhar dinheiro (você pode ler minha resenha do livro de Naomi <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=d33032cf25&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>).</p>
<p> </p>
<p>Mas, em Cuba, não muito longe de Porto Rico ou tão atingida pelos furacões, a preparação foi muito mais sofisticada e a recuperação – apesar da falta de finanças – foi muito mais rápida. Poderíamos chamar isso de “socialismo de desastre” – a maneira pela qual uma sociedade socialista enfrenta os eventos extremos da mudança climática. Quando Castro voltou do Rio em 1992, ele retornou a uma sociedade que já havia – desde 1980 – tomado a importância da agroecologia e do ambientalismo. Depois do Rio, Cuba sofreu uma ruptura apesar da perda de seu parceiro soviético e do embargo dos Estados Unidos. O uso de biopesticidas e a proteção de zonas úmidas vieram junto com a descentralização da rede elétrica. O voluntariado faz parte do tecido da sociedade cubana, uma ética que foi essencial no rescaldo do furacão Maria. O espírito de voluntariado era tal que Cuba enviou centenas de médicos para ajudar outras ilhas do Caribe (Cuba também se ofereceu para enviar médicos e trabalhadores do setor elétrico a Porto Rico, uma oferta recusada por Washington). Depois do furacão, <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=4bb95adc51&amp;e=4062a9eacd">relatei</a> para o <i>Frontline</i>, no conto de duas ilhas, como o socialista Cuba tinha planejado de maneira tão eficaz a preparação para os furacões e a recuperação, enquanto o capitalista dos Estados Unidos engasgava. Muito deve ser aprendido dessas duas experiências. Uma coisa é ter as lojas mais chamativas. Outra é ter uma sociedade que não esteja alienada da natureza e que não desconsidere as pessoas.</p>
<p> </p>
<p>Ano passado, Cuba anunciou uma nova política de <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=057967d4c7&amp;e=4062a9eacd">Proteção a Vida</a>, um programa de seu Conselho de Ministros para “aumentar a resiliência das comunidades vulneráveis”, disse Dalia Salabarría Fernández (bióloga marinha do Centro Nacional de Áreas Protegidas). O aumento do nível do mar e a deterioração dos recifes de corais são um problema sério que o programa propõe enfrentar. Como o bloco capitalista continua a envenenar o mundo com toxinas, na mitigação socialista de Cuba já está à mão.</p>
<p> </p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2859 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/2a-e1539361833414.jpg" alt="" width="700" height="457"></p>
<p>Esse verão, a chuva caiu de maneiras inimagináveis sobre Kerala – criando enchentes, que fazem parte do ciclo extremo devido ao capitalismo movido a carbono. O governo da Frente de Esquerda Democrática havia se preparado para o aumento da água e entrou em ação. Assim como fez a sociedade de Kerala, onde – graças a uma luta social centenária – o povo é organizado em várias cooperativas e sindicatos que trabalham para salvar a vida do povo e dos animais e para oferecer abrigo a uma grande escala de pessoas (veja essa <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=b8fe668a05&amp;e=4062a9eacd">história</a> do membro do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, P. Sainath). Ações públicas fortes do Estado e da sociedade de Kerala reflete uma forte ação pública em Cuba.</p>
<p>Nosso time em Delhi do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social </b>escreveu sobre a história das enchentes de Kerala e as ações publicadas que caracterizaram o desastre. Nosso Dossiê nº. 9 (Como Kerala lutou contra a maior enchente em quase um século) descreve a severidade da tempestade, a destruição causada pela enchentes e, principalmente, sobre o trabalho para salvar vidas e reconstruir vilarejos e cidades. É uma poderosa história, e inspiradora para falar a verdade, mas também uma história que ensina como um governante de esquerda pode tomar medidas atuais para mitigar os perigos da mudança climática. Governos de esquerda, como o economista VK Ramachandran (vice presidente do Conselho de Planejamento do Estado de Kerala) <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=02fd3bfee6&amp;e=4062a9eacd">disse</a> recentemente, temos que ver que “a resiliência climática é uma parte muito importante do planejamento de recursos”. É disso que trata o Proteção a Vida de Cuba e é nisso que precisamos nos concentrar seriamente. A capa do nosso dossiê é um desenho original do brilhante artista Orijit Sem (eu o usei como a principal imagem para essa carta semanal – acima).</p>
<p>Nossa imagem do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social </b>da semana é do líder comunista de Kerala AK Gopalan (vejam abaixo).São pessoas como AKG que trabalharam para construir uma sociedade de cooperação e associações voluntárias, assim como um governo do estado voltado para o povo; foi essa sociedade e esse estado que santificaram ações públicas. Vale a pena notar que foi AKG que liderou a criação das cooperativas de trabalhadores para produzir e vender café – a Cooperativa Indiana dos Trabalhadores de Café que administra o Indian Coffee House, disponível em toda a Índia (meu favorito é em Kolkata, na College Street).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2856 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/3-e1539361856394.jpg" alt="" width="700" height="525"></p>
<p>A foto acima é de <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=a3a6a1040c&amp;e=4062a9eacd">um</a> concerto do Roger Waters, do Pink Floyd, em São Paulo (Brasil). Isso foi após o primeiro turno das eleições, do qual o candidato da extrema direita Jair Bolsonaro chegou perto de uma vitória definitiva. No segundo turno, no dia 28 de Outubro, ele será desafiado pelo candidato do Partido dos Trabalhadores – Fernando Haddad.  É esperado que Haddad seja capaz de estimular a indignação contra o fascismo de Bolsonaro. A mídia coorporativa do Brasil – se é que pode se dar esse nome – está com Bolsonaro, que é apoiado por uma burguesia mais preocupada com os perigos impostos pelos pobres do que pela ascensão dos fascistas. O cenário do show de Waters catalogou a ascensão do neofascismo, de Trump até Bolsonaro. Esta é a dramática personalidade dos nossos monstros (Waters negligenciou Duterte, Erdogan e Modi – figuras no livro editado <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=20bac4efa9&amp;e=4062a9eacd">Strongmen</a>).</p>
<p>Trump desdenhou do relatório do IPCC. Ele não leva a sério as mudanças climáticas. Mas ele leva a sério suas outras pequenas – mas perigosas – guerras: sua guerra contra o Irã e sua guerra contra a China. Sobre o Irã, Trump e seus acólitos <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=a793d106e8&amp;e=4062a9eacd">disseram</a> que haverá “inferno para pagar” se qualquer cidadão dos EUA for prejudicado pelos iranianos na Ásia Ocidental (eles se concentram na Síria). Eles estão procurando uma razão para destruir o Irã. Na China, Trump continua sua guerra comercial. Agora, há uma discussão séria sobre se a China vai parar de comprar a dívida dos Estados Unidos – uma decisão política que impactaria todos os aspectos do poder dos EUA (por favor, veja minha reportagem sobre a China <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=8836b5df0e&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>).</p>
<p>Homens poderosos como Trump não estão interessados em humanos ou natureza. Eles estão interessados em poder e dinheiro. Para eles, o que as pessoas em Cuba e Kerala estão fazendo não é de seu interesse. Eles estão criando o inferno na Terra – lugares como o assentamento de <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=33896ed714&amp;e=4062a9eacd">Agbogbloshie</a> em Acra (Gana), onde os detritos do capitalismo vão ser destruídos e reutilizados. A poetisa dos EUA, Marge Piercy, está pensando nesses homens poderosos, quando ela escreve: “Como esses homens são tão frios e cheios de malícia?” Eles aceitam isso porque isso os beneficia. Eles ganham dinheiro com as pessoas e a natureza. Esse é o limite de suas ambições.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Vijay.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2855 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/10/5-e1539361864685.jpg" alt="" width="700" height="700"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta semanal 31 (2018): Solidariedade é muito mais do que um slogan</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/carta-semanal-31-2018-solidariedade-e-muito-mais-do-que-um-slogan/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[celina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 22:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.thetricontinental.org/?p=2587</guid>

					<description><![CDATA[Queridos amigos e amigas, Saudações do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social A Assembleia Geral das Nações Unidas abriu sua 73ª sessão este ano com uma grande chuva na cidade de Nova York. As águas da inundação lambiam as fronteiras da cidade, enquanto os líderes mundiais se reuniam nos 18 acres de terra na área de Turtle [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2578 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/09/1-4-e1538172091498.jpg" alt="" width="700" height="464"></p>
<p>Queridos amigos e amigas,</p>
<p>Saudações do <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=54e1643d1a&amp;e=4062a9eacd">Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</a></p>
<p>A Assembleia Geral das Nações Unidas abriu sua 73ª sessão este ano com uma grande chuva na cidade de Nova York. As águas da inundação lambiam as fronteiras da cidade, enquanto os líderes mundiais se reuniam nos 18 acres de terra na área de Turtle Bay, na ilha de Manhattan. O presidente dos EUA, Donald Trump – como sempre – roubou todas as manchetes. Seu discurso na ONU e seus comentários nos corredores fizeram com que alguns corações se agitassem. Trump falou em sua típica hipérbole enigmática, fazendo todos os tipos de afirmações diretas e, em seguida, expressando seus ataques em um tom de abjeção e ressentimento. Quando ele disse que era o maior presidente dos Estados Unidos, os delegados no salão da Assembleia Geral explodiram em gargalhadas (meu <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=69f9eb6483&amp;e=4062a9eacd">artigo</a> sobre o discurso de Trump pode ser lida no <i>Salon</i>). É esse tipo de reação que Trump se ressente. Ele exige ser levado a sério; seu desdém e sua arrogância apontavam para seus adversários atuais – China, Irã e Venezuela. Ele quer ir para a guerra com o mundo para ganhar seu respeito.</p>
<p>Sentado ao lado de Trump no Conselho de Segurança da ONU estava o boliviano Evo Morales. Trump fingiu que estava aborrecido quando Morales <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=254ac3226d&amp;e=4062a9eacd">expôs</a> a história do intervencionismo dos EUA, da Guatemala e do Irã até o presente. Tornou-se um clichê no Ocidente chamar o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, de ditador. Maduro, ex-motorista de ônibus, e Hugo Chávez, um ex-soldado, vêm da classe trabalhadora da Venezuela. Essa mobilidade social parece fechada nos Estados Unidos. Os Estados Unidos, sugeriu Morales, é a verdadeira ditadura, com seus tentáculos chegando de um extremo ao outro do planeta. “Nos últimos meses”, disse Morales, “os Estados Unidos demonstraram seu desprezo pelo direito internacional e pelo multilateralismo. Invade constantemente países e lança mísseis. Os EUA não estão interessados em justiça ou democracia”. A acusação de Morales foi aguda. Na foto acima, Morales e Trump fecham os olhos. Foi um momento de energia elétrica.</p>
<p>Trump referia-se bizarramente à Doutrina Monroe de 1823 para justificar a reivindicação dos EUA sobre a totalidade do hemisfério das Américas. Foi nessa base que ele se gabou abertamente da ação militar contra a Venezuela. A consequência de tal guerra não parece abalar Trump. Os resultados de uma mudança de regime na Venezuela, política ativamente perseguida pelo governo dos EUA (como <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=4b8bedc457&amp;e=4062a9eacd">mostro</a> no <i>Frontline</i>), incomoda menos. Mesmo os países latino-americanos que estão no Grupo Lima – criados para derrubar o governo venezuelano – não têm desejos por uma ação militar. Eles sabem que toda a região será virada de cabeça para baixo se os navios militares americanos começarem a realizar bombardeios na Venezuela.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2579 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/09/2-1-e1538171454247.jpg" alt="" width="662" height="700"></p>
<p>Maduro da Venezuela não está nas Nações Unidas desde 2015. É seu direito ter vindo e se dirigir à Assembleia Geral todo ano. Mas a pressão dos Estados Unidos dificultou. Este ano, apesar de uma tentativa de assassinato contra ele em agosto, Maduro chegou à ONU. Seu discurso expôs o caso do direito da Venezuela à autodeterminação. Ele conseguiu se <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=426f2c185f&amp;e=4062a9eacd">reunir</a> com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e disse que seu governo gostaria de receber a visita da chefe dos direitos humanos da ONU – ex-presidente chilena Michelle Bachelet. A ONU desempenha um papel contraditório – as vezes incapaz de mover uma agenda por causa do sistema de veto no Conselho de Segurança e por causa dos principais financiadores da ONU, e outras vezes é capaz de fornecer apoio genuíno a pessoas que estão em extrema necessidade de assistência (no <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=0cf42e7eb2&amp;e=4062a9eacd">blog</a> <i>State of Nature</i> há um rico debate sobre a atual relevância das Nações Unidas).</p>
<p>Logo depois que ele falou na ONU, Maduro atravessou a cidade até a Harlem’s Riverside Church, onde se juntou ao novo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em uma reunião com a participação de cerca de três mil pessoas. Este foi um encontro dedicado à solidariedade com Cuba, bem como para discutir a história cubana de atos concretos de solidariedade desde a revolução de 1959. Quem poderia esquecer as brigadas médicas que vieram ao redor do mundo para tratar os pobres, ou os professores cubanos que trouxeram seus programas de alfabetização pela América Latina, ou os soldados cubanos que lutaram ao lado dos exércitos africanos de libertação nacional? Foi a assistência cubana em Angola que precipitou a derrota dos exércitos do apartheid da África do Sul no Cuito Cunavale em 1987, o evento que desmoralizou o regime de apartheid sul-africano. Díaz-Canel contou essas histórias na igreja – e elogiou esses atos de solidariedade concreta (minha história sobre o evento está <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=eb7f3b8152&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>). Que tipo de solidariedade concreta está hoje em evidência para Cuba e para a Venezuela? Este problema é incomodante. Ele reflete o contexto transformado no mundo de que as pessoas absorvem as besteiras da mídia corporativa e não prestam auxílio aos ataques a esses países e às contradições dentro da sociedade cubana e venezuelana. Solidariedade é essencial aqui.</p>
<p>Para uma avaliação da situação na Venezuela, veja o <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=04e5cd6e56&amp;e=4062a9eacd">Dossiê</a> nº 4 do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2580 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/09/3-3-e1538171484441.jpg" alt="" width="700" height="394"></p>
<p>As Nações Unidas, estranhamente, <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=cec90fd0a6&amp;e=4062a9eacd">deram</a> ao indiano Narendra Modi o prêmio “Campeão da Terra”, o maior prêmio da ONU pelo ambientalismo.</p>
<p>Jignesh Mevani, o membro da Assembléia Legislativa Gujarat, disse que Modi tem este prémio “apesar do fato de que 11 das 12 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia” e que a Índia ocupa a posição 177 de 193 no <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=65e2ced414&amp;e=4062a9eacd">Environmental Performance Index</a> (índice de Desempenho Ambiental). Enquanto isso, a Comissão Lancet sobre Poluição e Saúde <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=7ec158fab1&amp;e=4062a9eacd">informou</a> que a Índia está em primeiro lugar no ranking de mortes relacionadas à poluição – com 2,51 milhões de pessoas mortas por causa da poluição em 2015 (isso é 25% de todas as mortes). Esse estudo da Lancet deve ser citado com mais frequência. Mostrou que 9 milhões de pessoas morreram prematuramente em 2015 – uma em cada seis pessoas que morreram naquele ano. Esse número muito conservador é quinze vezes o número de pessoas mortas na guerra ou outras formas de violência. A guerra captura nossa imaginação. É brutal de uma maneira pública. O envenenamento ambiental não recebe o foco necessário. Tossir em Delhi em um dia com uma qualidade de ar particularmente ruim – que é mais frequente do que você poderia imaginar – é um forte lembrete do fato de que a poluição industrial está sufocando todos nós. Então, Modi recebeu o prêmio por isso – ar sujo, insensibilidade terrível à vida animal, com o despejo de efluentes em córregos e em terras agrícolas, a incapacidade de se diminuir a emissão de carbono através de combustíveis renováveis.</p>
<p>O que fez Modi receber o prêmio foi sua promessa de se livrar do uso unicamente de plástico na Índia até 2022. Obama recebeu o Prêmio Nobel da Paz por suas promessas contra a guerra. É o suficiente para dizer que você fará algo para ganhar um prêmio. O que você faz ou não faz, não é relevante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2581 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/09/unnamed-45-e1538171531435.jpg" alt="" width="700" height="566"></p>
<p>Solidariedade não é uma abstração. O Brasil terá sua eleição em 7 de outubro. O candidato que teria ganhado no primeiro turno turno segundo as pesquisas – Lula – permanece na prisão e impedido de concorrer às eleições. A filha de Che Guevara – Dra. Aleida Guevara March – <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=9a0e700b40&amp;e=4062a9eacd">foi</a> visitar Lula na prisão. Aleida é uma médica, uma das pessoas que foi treinada nas lendárias escolas de medicina de Cuba e passou longas momentos de sua vida em missões de solidariedade em todo o mundo. Fora da prisão, ela disse: “Não importa cultura ou a ideologia, o que importa é que somos seres humanos e precisamos de dignidade para viver, para alimentar nossos filhos”. Nós precisamos de dignidade. Não apenas a pessoa que está aprisionada, mas também a pessoa que veio para oferecer solidariedade: ambas precisam de dignidade. A dignidade não é um presente da natureza. Tem que ser ganho por atos conscientes de trabalho de solidariedade com os outros e lutar para tornar o mundo um lugar melhor.</p>
<p>Foi exatamente o que ocorreu em Winneba (Gana), onde 400 delegados de 62 países se <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=1c5cfc681e&amp;e=4062a9eacd">reuniram</a> para a terceira conferência Pan-africanista de hoje. Eles vieram para unir – em seus corpos e em seu programa – o continente da África e proclamar não apenas que outro mundo é possível, mas que o socialismo é indispensável.</p>
<p>Nossa imagem do <b>Instituto</b> <b>Tricontinental de Pesquisa Social</b> da semana – abaixo – é dedicada a Bhagat Singh (1907-1931). Bhagat Singh lutou contra o domínio britânico na Índia. Para isso, os britânicos sentenciaram o jovem Bhagat Singh à morte. Quando ele ouviu o veredicto, Bhagat Singh disse: “Este é o maior prêmio para os patriotas e eu estou orgulhoso de que eu vou conseguir. Eles podem me matar, mas eles não podem matar minhas idéias. Eles podem esmagar meu corpo, mas eles não serão capazes de esmagar meu espírito. Minhas idéias vão assombrar os britânicos como uma maldição até que eles sejam forçados a fugir daqui”. Então eles fizeram.</p>
<p>Esta carta semanal continua em vigia pelo nosso amigo, o fotógrafo de Bangladesh Shahidul Alam – ainda preso, ainda sem fiança. É também para o jornalista paquistanês Cyril Almeida, que foi preso esta semana por seus relatos que enfureceram o exército paquistanês. É tanto para eles quanto para o jornalista eslovaco Jan Kuciak e sua noiva Martina Kusnirova, morta em Velka Maca por suas histórias sobre os laços do governo com o crime organizado. É para eles e para a Daphne Caruana Galizia de Malta, morta por suas reportagens sobre a corrupção no governo. É para os jornalistas da Reuters Wa Lone e Kyaw Soe Oo que estão sentados em uma masmorra em Rangoon por suas reportagens sobre a limpeza étnica dos povos Rohingya.</p>
<p>Shahidul Alam também cobriu essa história. Na ONU, o Secretário-Geral António Guterres elogiou o Primeiro Ministro de Bangladesh, Sheikh Hasina, pelo papel do seu país em acolher o povo Rohingya. Ele deveria ter dito a ela para libertar Shahidul Alam – e disse a Ukaw Tint Swe de Mianmar para parar a violência contra os Rohingya, bem como libertar Wa Lone e Kyaw Soe Oo.</p>
<p>Ele deveria fazer muito. Assim como nós devemos.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Vijay</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2582 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/09/unnamed-46-e1538171573310.jpg" alt="" width="700" height="700"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carta semanal 24 (2018): Nós somos os mosquitos</title>
		<link>https://dev.thetricontinental.org/pt-pt/carta-semanal-24-2018-nos-somos-os-mosquitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[celina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 18:16:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Queridos amigos e amigas, Saudações do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social Em 1942, no dia 9 de Agosto, o povo indiano se levantou para derrubar o Raj britânico. A revolta é conhecida como o movimento Abandonem a Índia. Enviou uma forte mensagem aos britânicos de que o povo indiano não toleraria mais o estado colonial. Esta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2180 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/08/PIC-1_-communists-versus-The-State-e1533923968639.jpg" alt="" width="700" height="467"></p>
<p>Queridos amigos e amigas,</p>
<p>Saudações do <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=b16e54f6aa&amp;e=4062a9eacd">Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</a></p>
<p>Em 1942, no dia 9 de Agosto, o povo indiano se levantou para derrubar o Raj britânico. A revolta é conhecida como o movimento Abandonem a Índia. Enviou uma forte mensagem aos britânicos de que o povo indiano não toleraria mais o estado colonial. Esta semana, em toda a Índia, os protestos eclodiram com a mensagem ao governo do primeiro-ministro Narendra Modi e do BJP – Governo de BJP abandone a India! Foi uma mensagem ousada, mas com uma agenda focada. As pessoas responderam ao chamado do Sindicato Campesino de Toda Índia (All Indian Kisan Sabha) e do Partido Comunista da Índia (marxista). Quatro demandas básicas estruturaram os protestos:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1. Libertação completa da dívida para os camponeses e trabalhadores rurais.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2. Garantias jurídicas para o preço mínimo de apoio para todos os produtores, a uma vez e meia o custo de produção e uma redução dos custos dos insumos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3. Direitos fundiários imediatos aos cultivadores e a implementação da Lei dos Direitos Florestais.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4. Pensão de Rs. 5.000 por mês para todos os trabalhadores rurais, bem como para os camponeses pobres e de classe média.</p>
<p>A crise no campo, como documentado ao longo das últimas décadas pelo integrante do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</b>, P. Sainath, por exemplo, deveria fazer com que todas as pessoas fizessem uma pausa. Em um estudo recente feito por Yoshifumi Usami e Vikas Rawal, suas descobertas sobre o declínio no emprego lançam uma luz brilhante sobre essa crise. No final de seu trabalho, Usami e Rawal notam: “Com o declínio da absorção de mão-de-obra na agricultura, as trabalhadoras rurais foram abandonadas e forçadas a se retirar da força de trabalho. Por outro lado, novos jovens trabalhadores do sexo masculino, lutando por oportunidades de emprego, entraram na força de trabalho agrícola. À medida que jovens e mais educados trabalhadores rurais do sexo masculino entravam na agricultura, seus irmãos mais velhos, com níveis mais baixos de educação, foram empurrados para o setor da construção. Durante este período, a construção emergiu como o empregador de último recurso, exigindo o trabalho mais árduo e empregando trabalhadores com os níveis mais baixos de educação ”. O que isso nos diz é que a situação do emprego na Índia – como em outros lugares – é desequilibrada, dependente de booms e bolhas imobiliárias, com governos inseguros de desenvolver políticas pró-povo.</p>
<p>A foto acima é de Agartala (Tripura). Foi tirada em 9 de agosto durante os protestos em todo o país. Ela captura a essência da luta – o povo versus o estado, que decidiu ser a barricada para a minoria do planeta (os 1% mais ricos que no ano passado concentraram 82% da riqueza gerada, enquanto os 3,7 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da humanidade não viu nenhum aumento na riqueza – de acordo com o <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=0ecc91fce9&amp;e=4062a9eacd">estudo</a> da Oxfam). Lutas como essa, e reticências em ver o futuro nelas, me lembram o provérbio do oeste africano – <i>se você acha que é pequeno demais para fazer a diferença, não passou uma noite com um mosquito.</i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2181 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/08/pic-2_-24th-newsletter-e1533923977745.jpg" alt="" width="700" height="467"></p>
<p>A guerra comercial imposta por Trump continua. Mais impasses com a China e com os vizinhos norte-americanos dos Estados Unidos. É claro que o processo de globalização não beneficiou a classe trabalhadora e campnesa. Na verdade, ocorreu o contrário. Mas essas tarifas seriam benéficas? O chefe da Conferência de Comércio e Desenvolvimento da ONU (UNCTAD), Dr. Mukhisa Kituyi, <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=705577ab18&amp;e=4062a9eacd">diz</a> que as tarifas prejudicariam os países mais pobres do mundo. Se este é o caso ou não, deve ser analisado. Mas o Dr. Kituyi levanta um ponto importante, a saber, que um dos problemas do nosso tempo é o “unilateralismo nacionalista”. O que ele quer dizer é que os Estados Unidos não está disposto a aceitar a emergência de um mundo multipolar. A reintegração de sanções pelos EUA contra o Irã (para saber mais veja minha reportagem <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=98a20a1f3c&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>) é um sinal desse unilateralismo – apesar de ferozmente contestado pela China, União Européia, Rússia e Turquia. Outra é a dominação dos EUA sobre o mundo das finanças e do comércio.</p>
<p>A avaliação do Dr. Kituyi não é suficiente. Nós, do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</b>, temos pensado sobre o debate em torno das tarifas. Em nosso dossiê de agosto, falamos com o professor Prabhat Patnaik, um dos principais intelectuais marxistas do mundo. Em uma entrevista envolvente que começa com uma breve avaliação das “guerras comerciais” e leva ao potencial que isso abre para a China, Prabhat nos dá sua interpretação aguçada da situação atual. Ele oferece conselhos muito importantes para os governos de esquerda que podem se preocupar em levantar fundos para o desenvolvimento social – propositadamente para o novo governo do México. Na mesa, no que diz respeito a Prabhat, estão os controles de capital, um instrumento que governos com um compromisso com seu povo devem usar contra a liberdade do imperialismo do capital financeiro. Você pode baixar o dossiê gratuitamente <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=e4a99f2a4a&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>. Por favor leia, discuta e faça circular. Congratulamo-nos com os seus pensamentos sobre este dossiê.</p>
<p>A foto acima e as fotos do dossiê são de <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=ef6f3789d3&amp;e=4062a9eacd">Jacky Muniello</a>, um fotógrafo mexicano que documentou com grande sensibilidade o mundo dos migrantes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2182 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/08/pic-3_-2-e1533923984732.jpg" alt="" width="700" height="466"></p>
<p>Em uma parte da América Latina, houve uma tentativa de assassinato contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ameaças contra o governo venezuelano e Maduro vieram rapidamente e furiosamente pelo governo dos Estados Unidos, bem como pela liderança de direita na Colômbia. O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que “esperava” que “Maduro caísse de forma pacífica”. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, quando era chefe da CIA, disse no ano passado: “Tenho que ter muito cuidado com o que digo, mas estamos muito esperançosos de que possa haver uma transição na Venezuela”. Esta é uma conversa perigosa. Legitima a violência e os golpes. Maduro sobreviveu. Mas esses inimigos. Assim como os inimigos da liberdade, permanecem à solta.</p>
<p>No outro extremo da América Latina, na Argentina, milhões de pessoas deixaram claro que se opõem à cultura da violência – o mundo dos golpes patriarcais e do femicídio. A questão central era o direito ao aborto. No ano passado, o Chile votou para permitir que as mulheres tomem decisões informadas sobre sua saúde. Este ano, a Argentina queria se juntar às fileiras dos países que legalizaram o aborto, mas mais do que isso – que não temiam os desejos das mulheres. Infelizmente, o Senado da Argentina – em uma votação restrita – discordou. Mas só por enquanto. Nayla Pis Diez, pesquisadora do escritório de Buenos Aires do <b>Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</b>, mostrou que o foco deve estar no slogan do movimento <i>Ya Ganamos</i> -Nós já ganhamos. O tempo mudou. Os jovens não aceitam o desagradável patriarcado, assim como eles têm menos fidelidade aos militares e ao mundo dos golpes de estado. Você pode ler nossa reportagem <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=1cca82567a&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>. É uma homenagem à nossa tribo de mosquitos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2183 img-responsive" src="https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2018/08/pic-4-Shahidul_-e1533923990962.jpg" alt="" width="700" height="467"></p>
<p>Na semana passada, mencionei os protestos em Dhaka (Bangladesh) liderados por crianças em idade escolar que estavam zangadas com acidentes de trânsito. O célebre fotógrafo Shahidul Alam estava cobrindo os protestos – tirando fotos das multidões e mostrando o que estava acontecendo via Facebook Live. Shahidul é o fundador da Pathshala, cujos alunos forneceram as fotografias para o nosso segundo dossiê em <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=311d0d5ff6&amp;e=4062a9eacd"><i>Cidades Sem Água</i></a>. Os relatórios de Shahidul nas ruas eram nítidos e confiáveis. Não admira que a al-Jazeera o tenha convidado para falar sobre os acontecimentos nas ruas de sua cidade. Naquela noite, cerca de trinta e cinco policiais chegaram a sua casa e o prenderam. Shahidul permanece sob custódia. Eu escrevi uma reportagem inicial sobre sua prisão em <i>The Hindu</i>, que você pode encontrar <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=024a7d3de6&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>. Agora, Arundhati Roy, Eve Ensler, Naomi Klein, Noam Chomsky e eu pedimos ao governo de Bangladesh que liberte Shahidul (você pode ler nossa carta <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=4d6436dec5&amp;e=4062a9eacd">aqui</a>). Milhares de artistas e escritores de todo o mundo participaram da luta pela libertação de Shahidul. Há nuvens muito escuras sobre o Bangladesh.</p>
<p><i>Se você acha que é pequeno demais para fazer a diferença, não passou uma noite com um mosquito. </i>Essa frase esteve em minha cabeça a semana toda. Entretando, mosquistos também podem ser esmagados.</p>
<p>As forças sauditas e dos emirados bombardearam um ônibus escolar no Iêmen. Pelo menos vinte e nove crianças – todas com menos de 15 anos – morreram imediatamente no bombardeio (48 outras estão feridas). Uma <a href="https://leftword.us11.list-manage.com/track/click?u=6a79324d3b4acfde1e7e546c6&amp;id=16ca10d2e7&amp;e=4062a9eacd">declaração</a> muito forte veio de Henrietta Fore, chefe da UNICEF – “Os ataques às crianças são absolutamente inaceitáveis. Estou horrorizado com o ataque aéreo reportado a crianças inocentes, algumas com mochilas da UNICEF. Já é suficiente”. Mas isso não é suficiente para os traficantes de armas, que continuarão – com as bênçãos dos governos ocidentais – a re-armar a Arábia Saudita e os Emirados Árabes. O extermínio, à vista de todos, está em andamento no Iêmen</p>
<p>Nossa imagem do<b> Instituto Tricontinental de Pesquisa Social</b> da semana (veja abaixo) é de Anna Julia Cooper (1858-1964), uma feminista e abolicionista que lutou dentro dos Estados Unidos por justiça do mais amplo tipo<i>. “Deixe a reivindicação das mulheres ser tão ampla no concreto quanto no abstrato. Tomamos nossa posição sobre a solidariedade da humanidade, a unicidade da vida e a falta de naturalidade e injustiça de todo favoritismo especial, seja de sexo, raça, país ou condição ”</i>. Ela parece estar pensando na Argentina e Bangladesh, na Índia e no Iêmen – de todas as pessoas que agem em solidariedade.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Vijay.</p>
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